Perguntas frequentes
Instituto de Lipedema e Linfedema
Sabemos que dúvidas podem surgir ao longo da jornada na busca pela saúde. No Instituto de Lipedema e Linfedema do Hospital Moriah, reunimos respostas às perguntas mais comuns que nossos pacientes compartilham conosco. Explore este guia informativo para saber mais e iniciar a sua jornada com confiança.
O lipedema é uma doença crônica inflamatória com influência hormonal que causa o acúmulo desproporcional de tecido adiposo, principalmente nas pernas e, em alguns casos, nos braços. Pode causar dor, sensibilidade ao toque, sensação de peso e facilidade para o surgimento de hematomas.
O linfedema é o acúmulo de linfa nos tecidos, por uma doença do sistema linfático, responsável pela drenagem dos líquidos do corpo. Isso acontece quando esse sistema não consegue realizar essa função adequadamente por alguma doença de causa primária (congênita) ou secundária (adquirida).
Embora as duas condições possam causar aumento do volume dos braços e das pernas, lipedema e linfedema têm causas e características diferentes. O lipedema geralmente provoca um aumento simétrico do tecido adiposo, enquanto o linfedema está relacionado ao acúmulo de linfa, aumento por edema, e pode atingir apenas um lado do corpo. O diagnóstico é principalmente clínico, feito a partir da avaliação médica. Exames complementares podem ser solicitados quando necessário para auxiliar na investigação ou descartar outras causas de inchaço.
As causas do lipedema ainda não são completamente conhecidas. Evidências indicam que fatores genéticos, gatilhos hormonais e influências inflamatórias podem estar envolvidos no desenvolvimento da doença. Já o linfedema ocorre quando há comprometimento do sistema linfático. Pode estar relacionado a alterações congênitas do sistema linfático ou surgir após cirurgias, radioterapia, traumas, infecções ou outras condições que prejudiquem a drenagem da linfa.
No lipedema, é comum haver um aumento desproporcional e simétrico do volume das pernas, coxas e/ou braços em relação ao tronco. Os pés são preservados, assim como as mãos quando os braços são afetados. No linfedema, pés, dedos, mãos, braços e pernas podem ser atingidos. O inchaço também pode ser assimétrico, afetando apenas um lado do corpo.
No lipedema, é comum haver dor, sensibilidade ao toque ou à pressão e sensação de peso nos membros. Esses sintomas podem se intensificar ao longo do dia. No linfedema, a dor não é necessariamente um sintoma inicial. O paciente pode apresentar principalmente sensação de peso, tensão ou desconforto na região afetada.
O tratamento do lipedema é individualizado e pode incluir alimentação equilibrada, atividade física, controle do peso e medidas para aliviar os sintomas, como a compressão. Em alguns casos, a cirurgia também pode ser indicada.
A cirurgia para o lipedema é feita por meio de técnicas de lipoaspiração específicas, que buscam remover o excesso de tecido adiposo e preservar o sistema linfático. A indicação é avaliada individualmente, principalmente quando os sintomas persistem ou comprometem a qualidade de vida apesar do tratamento conservador.
Sim. O aumento desproporcional do volume dos braços e das pernas pode fazer com que o lipedema seja confundido com obesidade. Uma das principais diferenças é a distribuição do tecido adiposo e a resistência ao déficit calórico, ou seja, é uma gordura resistente a dietas restritivas e gasto energético, e que no lipedema costuma ser desproporcional e simétrica, com preservação dos pés e, em alguns casos, das mãos. Por isso, a avaliação médica é importante para diferenciar as condições e definir o tratamento adequado.
Sim. Embora sejam doenças diferentes, o lipedema em graus avançados pode comprometer o sistema linfático. Nesses casos, a paciente pode apresentar características das duas condições, o que exige uma avaliação individualizada para definir a melhor estratégia de tratamento.
O tratamento do linfedema busca controlar o inchaço, melhorar a função do membro e prevenir complicações. Inclui compressão com meias ou bandagens, exercícios, cuidados com a pele e, em alguns casos, drenagem linfática manual por fisioterapeuta especializada. Quando essas medidas não são suficientes ou há indicação específica, procedimentos cirúrgicos devem ser indicados.
A cirurgia para o linfedema busca melhorar a drenagem da linfa ou reduzir o excesso de volume do membro. A técnica mais adequada depende das características de cada paciente. Entre as possibilidades estão a anastomose linfovenosa, que conecta vasos linfáticos a pequenas veias para criar uma nova via de drenagem; a transferência de linfonodos, que leva linfonodos saudáveis para a região afetada; e a lipoaspiração, que pode ser utilizada para remover o excesso de tecido acumulado em casos selecionados.
O linfedema é uma condição crônica, mas pode ser controlado com tratamento adequado. O objetivo é reduzir o inchaço, prevenir complicações e preservar a função e a qualidade de vida do paciente. Em alguns casos, a cirurgia pode contribuir para melhorar a drenagem da linfa ou reduzir o volume do membro.
Inchaço persistente ou recorrente nos braços ou nas pernas deve ser avaliado por um médico. Dor, sensação de peso, aumento progressivo do volume ou diferenças entre os membros também merecem atenção.
A avaliação permite identificar a causa do inchaço e iniciar o tratamento mais adequado para cada caso.
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